Sábado, Janeiro 29, 2005
*planejamentos futuros*
Certas vezes eu me pego pensando. E nesse pensar todo acabo não entendo a de pessoas que passam a vida a planejar o próximo instante.
Pessoas que vivem o momento seguinte e, quando ele chega, não sabem fazer uma coisa diferente de imaginar, planejar e acertar o tudo do próximo momento.
E é claro que quando o momento futuro se torna presente elas acabam se esquecendo completamente do que tinham planejado antes porque estão muito preocupadas se ocupando do futuro.
É assim.
As pessoas namoram pensando em se casar. Não curtem o momento. Não o aproveitam enquanto dura. Estão sempre preocupadas com o futuro, o futuro, o futuro. Será que ele amanhã vai encontrar essa ruga na minha testa? Será que ele vai querer ter mesmo os três filhos comigo, será que ele vai me amar daqui a uma semana?
Será que eu posso me machucar demais se começar a gostar dele?
Porra, começa a gostar logo. Se arrisca na vida, take chances, não deixa elas escaparem.
Os momentos impulsivos da vida são os que valem mais, são os que te fazem mais orgulhosos depois.
Claro que você vai se separar dele um dia, minha querida. Tudo acaba um dia, até a uva passa. Claro que ele vai ter mentido, claro que ele tava de saco cheio de você e queria ficar com outra. Claro que os planos para o futuro - os malditos planos para o futuro - não eram verdadeiros.
Nem aquela música era de vocês.
Mas não tem pra que ficar de choricos pra todo lado, se lamentar não ajuda troço nenhum.
Mais certo do que tudo que um dia o amor proporciona acabar é um novo amor surgir do nada. No dia que você mais precisa dele.
Fim do começo.
Terça-feira, Janeiro 25, 2005
*convivência social*
Aqui em São Paulo tem chovido que é uma beleza TODO DIA. E como eu sou uma pessoa sociável e que adora sair, sempre que eu saio, chove.
E nesses dias tomando chuva no meio da Rua das Noivas ou no Shopping Penha, pude perceber uma coisa:
A chuva é o maior indicador social de que as pessoas não sabem viver em sociedade ou que não sabem ser caridosos para com seus "semelhantes".
Isso é muito óbvio, eu sei, mas em dias de chuva essas situações se acentuam.
SITUAÇÃO 1 - você esqueceu o guarda-chuva
Ninguém vai te oferecer uma carona de guarda-chuva.
Ninguém vai se importar de furar seu olho.
Nenhum ambulante vendedor de guarda-chuvas vai estar no meio da chuva na hora da chuva.
Os carros não vão se importar em te molhar.
Pessoas de guarda-chuca sempre andam debaixo dos toldos que, de acordo com minha humilde opinião, devem ser usados pelas pessoas QUE NÃO PODEM SE PROTEGER DA CHUVA.
Droga.
SITUAÇÃO 2 - você traz o guarda-chuva com defeito e com rombo
Ninguém vai te oferecer uma carona de guarda-chuva.
Ninguém vai se importar de furar teu olho.
Carros te atropelarão na rua enquanto você tenta NÃO passar por debaixo dos toldos feitos para pessoas SEM-GUARDA-CHUVA passarem.
Todos vão tentar entender porque você fez do seu guarda-chuva uma nova moradia.
O ônibus não chega.
SITUAÇÃO 3 - seu sapatênis Allstar já perdeu a sola
Você cai.
Caleidoscópio Auditivo.:. Pagu - Maria Rita
Quarta-feira, Janeiro 19, 2005
*vontades*
Eu queria agora um sorvete de morango. Só que não um sorvete de morango qualquer, um sorvete de morango com pedaços de morango real e suspiros. E uma casquinha crocante, claro.
Pra fazer crac e deixar você me olhando com cara de bobo ou uma simples vontade de pedir um pouco mais do sorvete na tua boca.
Eu queria que o filme Closer estre[i?]asse logo pra eu poder ir no cinema e ficar babando nesse filme que parece ser foda, muito foda. E eu também acho que esse não seja o tipo de filme pra se ver sozinho.
Eu queria receber logo meu salário, separar as minhas economias da câmera digital e do mp3 player, poder comprar coisinhas fúteis pra mim, adquirir logo o Bloco do Eu Sozinho e causar um rombo nesse cedê tanto quanto nos outros do Loser.
Eu queria ter meu devedê do Cubo agora. Assisti-lo 24h/dia até a hora d'eu ir trabalhar ou cumprir outro compromisso mais importante.
Eu queria que minha bunda não estivesse tão quadrada enquanto eu escrevo esse post.
Eu queria ter um laptop, um quarto enorme, um aparelho de som fantástico, um videocassete que funcionasse e ser menos materialista.
Queria que todos meus amigos estivessem no MSN. Não, mentira. Queria que todos meus amigos estivessem comigo agora e queria fazer uma festa do pijama, sei lá.
Queria não me arrepender de não ter feitos certas coisas ou dito outras...
Queria... Não, eu QUERO.
E querer, quando não usado no futuro do pretérito, é poder.
E que tudo mais vá pro inferno.
Domingo, Janeiro 16, 2005
*o livro dos sonhos*
Sabe, dia desses uma coisa muito estranha aconteceu comigo. Eu nem sei como explicar. Eu estava num casamento.
Não tenho a mínima idéia de quem era o casamento, mas eu estava lá.
E tinha um coro de criancinhas muito lindas na minha frente. Elas iam cantar somente quando a noiva pusesse o pé na igreja.
Então a noiva entrou. Ela tava muito linda.
Aí, as criancinhas se entreolharam, souberam que este era o momento certo.
Elas começaram a cantar uma bela canção.
HOJÉFESTALÁNUMEUAPÊ
PODIAPARECÊ
VAIROLÁBUNDALELÊ
E aí eu acordei.
Preciso seriamente parar de dormir tarde.
Caleidoscópio Auditivo.:. Festa no Apê - Latino
Quinta-feira, Janeiro 13, 2005
*aiaiai*
Eu não tô entendo nada.
Por que eu tô inatingível e insensível como uma pedra, por que não choro ao final de um filmezinho bobo, por que eu não me importo com as pessoas chatas do meu dia-a-dia, por que não me motivo para fazer algo diferente de trabalho-casa-computador.
Cara, tô dopada. E seriamente precisando de uma dose de sentimentos.
Ou quem sabe... DUM TIATRINHUL!
Monólogos da Vagina que me aguardem. Quero falar com vocês.
E obrigada por me fazer aprender a gostar TANTO de teatro.
Quarta-feira, Janeiro 12, 2005
*observações instatâneas - basta acrescentar água*
1 - sobre vontades que não dá pra explicar
Fui no Shopping de Guarulhos lá segunda-feira. Recebi parte do meu salário, gastei nR$ lá e ainda não comprei o Bloco do Eu Sozinho blablablá adoraria ir novamente na Galeria do Rock blablablá quero ir no Hopi Hari blablablá não ser tão consumista blablablá Eder.
Poisé.
2 - sobre as coisas de antigamente
Cara, assistindo o devedê do DR. JEKYLL AND MR. HYDE pude perceber uma coisa: os trailers de antigamente eram chatos pra cacete.
Puta merda.
E - gah! - o filme começou sem meu consentimento.
E o Fredric March. Bem, insubstituível.
3 - sobre as suas semelhanças com os seres que você despreza
Descobri que as pattys não exageram quando gritam ao quebrarem suas unhas.
Dói pra caramba, ainda mais quando parte dela fica dentro da bola mais pesada de boliche.
Foda querer fazer essas coisas "unusuals".
4 - sobre responsabilidades pagas
Vou trabalhar.
Fui!
Segunda-feira, Janeiro 10, 2005
*a complexidade do ser*
Sabe, a grande maioria das pessoas acha que sabe alguma coisa sobre mim mas não sabe nada. Eu tenho essa mania tosca e que eu gosto de querer criar uma armadura e me proteger das outras pessoas não mostrando quem eu realmente sou.
Então, geralmente não choro, rio só pra não deixar constrangido, dou sorrisos amarelos e tal.
Talvez, até essa que escreve neste blog não seja eu. Talvez seja uma representação. E tavez eu mesma tenha mudado completamente, incorporado um personagem sem perceber. A gente tem mania de fazer isso, não? As pessoas.
Elas assustam e mentem e querem que a gente perdoa e esqueça com a mesma facilidade que elas nos traíram. Pra merda com o seu perdão.
Eu só quero chocolate ser feliz e não ter que fazer trocadilhos infames pra tocar a vida ou me divertir.
Ah não, tá certo. Esqueci que minha diversão é pura e simplesmente ver Hermes e Renato. E verificar a minha lista de amigos no orkut.
Falando em orkut... CARA. Agora o orkut ficou interessante pra mim. Tô encontrando um monte de gente CONHECIDA [tipo pessoalmente, não virtual como a grande maioria da minha lista] e tô gostando muito disso. Até reencontrei uma amiga de milhares de anos e a secretária da Skill onde eu fazia curso de inglês e a gente conversa por scraps agora. Um dia descobriremos e MSN, podexá.
Ei, eu disse que eu estudo na Skill? Poisé, faço curso de inglês lá. The book is on the table now, motherfucker. E já fiz curso de español. No creo en brujas pero que las hay, las hay, putana. Era bom aprender español.
Mas hoje meu sonho de consumo é aprender alemão mesmo. Assim, sem mais nem menos. Só pra poder falar enrolado, comer salsichas e ninguém [opá, quase ninguém] entender o que eu digo.
Apesar que mesmo em português quase ninguém me entende porque eu tenho essa língua enrolada. E quando eu tô com o aparelho, então... Fodeu.
eITA, FALEI PALAVRÃO.
Opá, esqueci de desligar o caps lock. Eu gosto do caps lock, mas isso é assunto pra outra aula.
Ah, sim. Veja só como eu sou patty. Eu tenho uma agenda. E ninguém pode ler minha agenda porque o que eu escrevo lá é secreto e tal, mas nem adianta muito porque a grande maioria das coisas que escrevo lá passo aqui pro Lá Longe.
Gah, Lá Longe, nome sem noção. Parece nome de cidadezinha interiorana.
O que que você tá reclamando? Não, eu não vou sair daqui.
Pega a senha e vai pro final da fila, meu filho.
Bobão.
Em tempo. Eu só quero chocolate. Mas tóxico, por favor. Ahhhh. E a Britney? Ela lançou um novo ced
Sábado, Janeiro 08, 2005
Aqui. Eu. Olha pra mim, vai, amor.
Pra que você acha que eu peguei emprestado o vestido?
O salto alto tá machucando, mas eu nem me importo.
Os cabelos e as unhas eu pintei, até, porque eu sabia que você ia vir. Sabia que ia estar aqui.
A festa tá cheia, mas pra mim só importa uma pessoa. Nossa, já tô começando a ser clichê...
Ei! Por que você não me ouve?
Está surdo, afinal.
O beijo da outra é melhor que o meu? E o corpo é mais cheio de curvas?
E por que você me provoca quando está com ela?
O que te faz pensar que tudo o que eu ESTOU agora é pra você?
Essa nem sou eu, meu bem.
Desculpa se eu não pude ser melhor. Mas a dança do meu par - o outro par, meu novo alguém - é muito mais suave que a tua.
E ele não pisa no meu pé.
Sexta-feira, Janeiro 07, 2005
*dados finais e oficiais de uma viagem feliz e feliz*
viagens de 'vião: 2
torcicolo: 1
ar-condicionado maldito: 1
horas de viagem (carro + 'vião): 24
horas de cedês do Loser furados: + de 24
unidades alcoólicas: 3,5
crianças que me amam e vêm dialogando comigo a viagem inteira: 1
Código's da Vinci no avião além do meu: 2
animais acariciados [sem zoofilia, minha gente!]:3
ódio gerado: 1
horas de lan house em cidade de interior paraibano: 8h02min
vovós "encotocadas" [por ela mesma, que teve de amputar uma perna]: 1
vovós choronas: 1
choro: 0,5
dias de praia: 3
pernas brancas: 2
flertes: 3
beijos: centenas (em todas as pessoas da minha gigante família)
benças: diárias
paixão crescente pelo orkut: 1
casos com primos: 0
chifradas de bodes agressivos em meu irmão: 1
"até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei": 4898484745415
amores da minha vida: 1 [meu titiiiiio amaaaaado]
Shark Tale's no avião: 1
empretamento ISTÃTÂNEO: 4 [a família]
fotos supimponas tiradas: 30
fotos supimponas comidas pela adorável câmera da Samsung: 30
fé de que elas voltam: 48671324176857925
turbulências: 1
letra feia no avião: 1
lembrancinhas: 0,000000025
saudade da caminha: 300%
SALDO FINAL
Ódio, fotos sumidas, rombo no cedê do Loser, papos-cabeça com animais rurais, coluna moída. E muita saudade de todo mundo.
Prometo nunca mais ignorá-los no MSN.
Assim seja.
Caleidoscópio Auditivo.:. Los Hermanos - Além do Que se Vê
[é preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê]
Segunda-feira, Janeiro 03, 2005
*é uma pena, mas você não vale à pena*
(e só essa parte da música da Maria Rita tá certa)
Você já teve aquela sensação de ser passada pra trás por uma pessoa que confiava muito?
Ah, claro que já! Nem vem com conversinha, que você já foi enganado SIM.
Todo mundo já foi. E é terrível.
Aquela sensação de traição, perda de confiaça e tal. < / novela mexicana>
Mas o caso é que, enquanto não acontece, você sente pena vendo acontecer com os outros. Fica até com um pouco de medo, até. Mas chega a pensar que nunca vai acontecer com você. E quando acontece... Cara, dá muita vontade de chorar. Ssó que aí você nem chora. Sabe aquela de "não chorar por quem não merece"? Clichê e mais mexicano ainda, mas é a verdade.
E eu tenho de parar de adversativa. Usar menos MAS durante o resto desse post.
Enfim. Eu tinha quase certeza que dava pra confiar na amizade. Mas [errrr.] você nunca acha que isso pode OCORRER com você. Você confia nas pessoas a sua volta. Confia demais.
Só que, ao que me parece, certas pessoas [eu] chegam num ponto de confiança que confiam e crêem demais. E chega a hora em que você é feito de besta.
Não, o que ele disse NÃO era verdade. Não era e nunca vai ser, mas você acreditou. Você que escolheu acreditar, sua tonta!
E é claro que quando você faz uma descoberta dessas, a amizade já era. Apesar de que, geralmente, quando você faz esse tipo de descoberta, [vírgula] a amizade já era há muito tempo. Mas se você teima em acreditar, acredita, ué. O seu lado racional já disse que era mentira, faça sua escolha.
Cara, o que mais me inconforma nisso tudo é aquela sensação de não ter sido tão esperto quanto você acha que é. PORRA, levei dois meses pra perceber a mentira, pra perceber que a amizade nem tinha mais volta. Logo eu, que sempre fui de PEGAR AS COISAS NO AR, né?
Quer saber duma coisa? Soca a nossa amizade [opá, desculpaê pelo "amizade"] no buraco escuro mais próximo de você e tenta não fazer isso com as outras pessoas, tá?
É muito feio...
**************
Rings don't have wings. So, they can't fly. What a pity.
Domingo, Janeiro 02, 2005
Ninguém me ama. Talvez eu me mate um pouquinho. Depois volto.
Não... Não vou dar esse gostinho pra você(s). Porque sou eu quem está em João Pessoa. Você nã-ão!
|